Mas como a insistência sempre foi minha fiel companheira, lá estava eu quando uma das integrantes desistiu. No começo, participei como sonoplasta, costurei figurinos - aprendi a costurar no teatro aliás! Era um Bicho Papão! hahahah - produzi adereços e pintei cenários. Só então surgiu meu primeiro papel, numa encenação interna para alunos do colégio. Depois disso, dezenas de peças vieram: adultas, infantis, comédias, dramas, no palco, na rua, no telhado...
Naturalmente, minha paixão pela comunicação foi amadurecendo: eu era a responsável pelos textos das sinopses e dos programas distribuídos ao público.
Veio então o Vestibular e a escolha pela Faculdade de Comunicação! Muitas possibilidades se abriam à minha frente. O teatro foi ficando em segundo plano, até que encontrei um grupo de pessoas interessado em montar clássicos do teatro! A paixão falou mais alto e pude conciliar a faculdade e os ensaios. Nos apresentávamos na Casa de Cultura e no CCBM - Centro Cultural Bernardo Mascarenhas, a preços populares. A colaboração de todos nas etapas da produção era contagiante!
Meus dez anos de teatro foram repletos de brilho nos olhos, auto conhecimento, descobertas e valorização do trabalho em grupo. Com certeza, uma escola para a vida!

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